quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A delicadeza do vale

Eu e o meu anjo da guarda fomos à varanda ver a nascente madrugada. Parto a frio, mas sem dores. Pelo contrário, tão sossegada estava que a puseram logo a dormir no leito do Rio Paiva sob um manto branco que de lá se estendeu. Fiquei espantado com a delicadeza do vale. Vem, anjo! vamos para dentro, mas com cuidado! Eu sei que não fazes barulho, eu é que vou na ponta dos pés a ver se a madrugada dorme até mais tarde.

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